Um Passado Mais que Presente: Como Lembranças Difíceis Podem Influenciar em Nossas Dificuldades Atua


“Não sei explicar por que me sinto assim! Muitas pessoas fazem elogios sobre mim, dizendo que sou bonita e interessante, mas simplesmente não consigo ver dessa forma! Sempre acho que estão dizendo isso só para me agradar… Em todos os meus relacionamentos eu sinto que sou inferior e que não sou merecedora. Toda vez que vou sair com meu namorado, chego a passar mal e até dou desculpas para não ir com ele em eventos sociais, pois tenho vergonha e medo de me acharem feia demais para ele! Acredito que sou esquisita e inadequada”.

O relato acima é típico da fala de muitas pessoas que, em algum momento de suas vidas, percebem-se com dificuldades que parecem “não ter muita lógica”, tendo em vista a realidade atual que possuem. Sendo assim, o que então explica o surgimento de tantos sentimentos, pensamentos e até mesmo reações fisiológicas (como taquicardia, sudorese e demais sintomas de ansiedade) diante de situações que teoricamente poderiam ser facilmente vivenciadas?

Muitas vezes, as respostas para estas condições se encontram em experiências anteriores, que por uma série de razões, não foram superadas de uma maneira adequada. Mas, continuemos com nosso exemplo, para que o raciocínio fique mais claro.

Ao se investigar a história de vida da autora do relato mencionado no início, poderíamos verificar que em sua infância ela tenha sofrido várias situações de humilhação pelos colegas de escola, dizendo que ela era “a menina mais feia da sala” e que “nunca conseguiria namorar ninguém”. Essa experiência negativa se consolidou com o tempo, de modo que, diante de qualquer ocasião que se assemelhasse à memória traumática original, todos os sentimentos e sintomas eram novamente experimentados, como uma nova atualização do trauma vivido no passado. As situações sociais e os relacionamentos da vida adulta funcionam, portanto, como disparadores para a reativação de muitas das reações sentidas no evento da infância.

É importante ressaltar que o conceito de Trauma Emocional nem sempre se refere apenas a situações trágicas, acidentes, ou perdas reais de pessoas queridas. Muitas vezes, situações emocionais difíceis que sejam excessivas para nós (talvez porque somos muito pequenos e ainda não desenvolvemos habilidades para enfrentá-las, ou até mesmo pelo fato de termos sido surpreendidos), são armazenadas em nosso cérebro de uma maneira disfuncional, reforçando ideias de incapacidade e sentimentos de culpa, por exemplo.

Mas… Por que essas memórias não são superadas?

De acordo com a psicoterapia EMDR (Terapia de Reprocessamento e Dessensibilização através de Movimentos Oculares), nosso cérebro possui um sistema adaptativo que naturalmente nos possibilita elaborar nossas experiências. No entanto, diante de vivências dolorosas ou difíceis, esse sistema tende a não funcionar como deveria. Concluímos, assim, que a memória traumática é armazenada de forma diferente em relação às memórias normais.

Quer um exemplo disso? Experimente fazer o seguinte exercício: tente se lembrar do que estava vestindo e o que almoçou há exatamente 5 semanas atrás. É bem provável que não se lembre, caso tenha sido uma experiência irrelevante para você. Agora, se exatamente nesta data, você tenha sido assaltado na saída do restaurante em que almoçou, é possível que se lembre de muitos detalhes: da comida, do cheiro e até mesmo da roupa que estava vestindo naquele momento. O forte estresse experimentado reforça a intensidade da memória, dificultando sua elaboração.

A terapia EMDR, por possibilitar a reativação do sistema adaptativo do nosso cérebro através de estimulação bilateral dos diferentes hemisférios cerebrais, tem se mostrado como uma das melhores alternativas em psicoterapia para superação de traumas e lembranças dolorosas, sendo inclusive indicada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para tratamento de Transtorno do Estresse Pós Traumático.

Diante da abrangência apresentada por esta nova abordagem terapêutica, têm se consolidado um tempo de renovação da esperança de muitas pessoas na cura de seus traumas. Se você percebe que possui alguma dificuldade emocional, procure a ajuda de um terapeuta certificado e experimente a possibilidade de se libertar daquilo que não te faz bem. Afinal, todos nós merecemos uma vida melhor.

#EMDR #Psicoterapia #Psicologia

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